"Life feels like a midnight ride..." - SOAD

21 de agosto de 2015

Opinião - "Toda a Luz Que Não Podemos Ver", de Anthony Doerr



Toda a Luz Que Não Podemos Ver
(All The Light We Cannot See)
de Anthony Doerr

Edição: 2015 (Original 2014)
Páginas: 520
Editor: Editorial Presença
ISBN: 9789722355438
Colecção: Grandes Narrativas # 605
Categoria: Ficção, Romance, História


Sinopse:
Marie-Laure é uma jovem cega que vive com o pai, o encarregado das chaves do Museu Nacional de História Natural em Paris. Quando as tropas de Hitler ocupam a França, pai e filha refugiam-se na cidade fortificada de Saint-Malo, levando com eles uma jóia valiosíssima do museu, que carrega uma maldição. 
Werner Pfenning é um órfão alemão com um fascínio por rádios, talento que não passou despercebido à temida escola militar da Juventude Hitleriana. Seguindo o exército alemão por uma Europa em guerra, Werner chega a Saint-Malo na véspera do Dia D, onde, inevitavelmente, o seu destino se cruza com o de Marie-Laure, numa comovente combinação de amizade, inocência e humanidade num tempo de ódio e de trevas.


Há histórias que nos agarram logo no primeiro parágrafo, que nos envolvem de tal maneira que damos por nós completamente alheados do mundo exterior, que nos tiram o fôlego a cada página e nos fazem amar ou odiar as suas personagens. Há histórias que fazem arrepiar e deixam um sabor amargo na boca, o coração bate mais forte e as lágrimas correm sem darmos conta. A incredibilidade e a constatação da realidade magoa, queremos que a história acabe mas não a queremos largar nunca mais. Tudo isto pode parecer um pouco sem sentido mas, a verdade é que senti todas estas coisas (e mais algumas) ao ler este livro lindíssimo. Numa palavra: arrebatador.

Toda a Luz Que Não Podemos Ver conta a história de Marie-Laure, uma jovem cega, e a sua pequena família, aquando a invasão do seu país natal (França) pelas tropas Nazis; e de Werner Pfenning, um jovem alemão que tem a fenomenal habilidade de construir ou consertar rádios e que se vê obrigado a ingressar numa escola hitleriana e, mais tarde, a participar na guerra.

Dois jovens tão diferentes um do outro mas que encontram, sem querer, um elo de ligação entre ambos, algo mais forte que a própria guerra não será capaz de destruir - a luz que um emissor de rádio pode transmitir a quem fala e a quem ouve.

Os belos e terríveis acontecimentos vão sendo contados através de capítulos curtos, ora focando a vida de Marie-Laure, ora saltando para a perspectiva de Werner, focando-se em episódios flagrantes, tão essenciais como todo o pano de fundo da acção.

Uma história de força e esperança, a luta constante entre o bem e o mal, o errado e o que deve ser feito e o sentimento de que as coisas acontecem sempre por uma razão, que o destino traça linhas invisíveis unindo ou afastando as pessoas no momento certo e por algum motivo. Acima de tudo, é a história de duas crianças únicas, obrigadas a crescer demasiado cedo e demasiado depressa num mundo que parece prestes a desmoronar-se.

Já tinha dito que este livro era lindíssimo? Estou tentada a afirmar que esta será a minha melhor leitura deste ano!

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