"Life feels like a midnight ride..." - SOAD

20 de agosto de 2015

Opinião - "A Segunda Vinda de Cristo à Terra", de João Cerqueira


A Segunda Vinda de Cristo à Terra
de João Cerqueira

Edição: 2015
Páginas: 196
Editor: Estação Imaginária
ISBN: 9789898781260
Categoria: Ficção, Humor, Sátira, Português




Sinopse:


''Recorrendo ao humor, à ironia e ao sarcasmo, João Cerqueira apresenta um estilo único cuja qualidade lhe valeu a conquista de três prémios de literatura nos Estados Unidos e a tradução para inglês, italiano e espanhol.''
A Segunda Vinda de Cristo à Terra aborda fenómenos de conflitualidade social e política que ocorrem no nosso país. De forma crua e inteligente, o autor conduz o leitor por uma história fascinante onde… no fim... é Portugal que acaba na cruz.


Primeiro que tudo devo dizer que já há bastante tempo não encontrava uma sátira ao nosso país (e ao mundo) com esta qualidade. É tão exagerado nos clichés tugas que damos por nós a rir à toa, ao mesmo tempo que vamos abanando a cabeça para cima e para baixo em sinal de concordância. Genial!

Não contem com uma história linear e de grande enredo pois não a vão encontrar. Contem, no entanto, com uma mensagem subliminar sobre a casmurrice do ser humano, a intolerância para com ideias e pessoas diferentes, ganância em todos os sentidos e a mania universal de que, em algum sentido, somos melhores e temos mais razão do que os outros. E quem melhor para denunciar, ainda que de forma dissimulada, todos estes males senão Jesus, em carne e osso?
Iremos, então, encontrar Jesus que, após alguma ponderação, decide voltar à Terra (após 2000 anos, de certeza que já existe uma maior abertura de pensamento para passar a Sua palavra, certo?). O seu primeiro contacto é feito com Maria Madalena, uma ecologista fervorosa, e o seu grupo de defesa verde. As coisas não correm bem para o grupo e Madalena acaba por partir errante, na companhia de Jesus, tentando alertar as pessoas para os danos provocados à natureza e criar consciência para o que deve ser feito. Escusado será dizer que nenhuma das suas acções corre como planeado devido ao simples facto de que as pessoas não querem saber ou não se querem dar ao trabalho. Claro que as peripécias serão mais que muitas mas o resultado, esse, é sempre o mesmo. Dramas à parte, creio que irão reconhecer muitas situações nas peripécias de Jesus e Madalena.

Gostei imenso deste livro e da premissa que "a brincar é que se dizem as verdades". Só tenho uma coisa a apontar: o final. Aquele final deixou-me deveras chateada. Primeiro, porque não estava à espera e segundo... porque não estava à espera! Só perdoei o autor porque toda a mensagem por detrás da história é, de facto, uma facadinha necessária e bem escrita e é bastante divertida de se ler.

Sem dúvida, um autor a seguir!

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