"Life feels like a midnight ride..." - SOAD

16 de agosto de 2015

Opinião - "Inferno", de Dan Brown


Inferno
de Dan Brown

Edição: 2013
Páginas: 551
Editor: Bertrand Editora
ISBN: 9789722526449
Categoria: Ficção, Mistério, Thriller





Sinopse:

«Procura e encontrarás.»

É com o eco destas palavras na cabeça que Robert Langdon, o reputado simbologista de Harvard, acorda numa cama de hospital sem se conseguir lembrar de onde está ou como ali chegou. Também não sabe explicar a origem de certo objecto macabro encontrado escondido entre os seus pertences.

Uma ameaça contra a sua vida irá lançar Langdon e uma jovem médica, Sienna Brooks, numa corrida alucinante pela cidade de Florença. A única coisa que os pode salvar das garras dos desconhecidos que os perseguem é o conhecimento que Langdon tem das passagens ocultas e dos segredos antigos que se escondem por detrás das fachadas históricas.

Tendo como guia apenas alguns versos do Inferno, a obra-prima de Dante, épica e negra, vêem-se obrigados a decifrar uma sequência de códigos encerrados em alguns dos artefactos mais célebres da Renascença - esculturas, quadros, edifícios -, de modo a poderem encontrar a solução de um enigma que pode, ou não, ajudá-los a salvar o mundo de uma ameaça terrível…

Passado num cenário extraordinário, inspirado por um dos mais funestos clássicos da literatura, Inferno é o romance mais emocionante e provocador que Dan Brown já escreveu, uma corrida contra o tempo de cortar a respiração, que vai prender o leitor desde a primeira página e não o largará até que feche o livro no final.


Robert Langdon to the rescue!

Mais uma vez o nosso herói moderno vai encontrar-se envolvido em situações perigosas e conspirações centenárias, mistérios e códigos que apenas ele é capaz de quebrar.

Desta feita, toda a trama vai desenrolar-se em volta do famoso escritor e poeta Dante e da sua obra mais reconhecida, Inferno. Mas, mais do que isso, vai tocar num ponto, de certo modo controverso, e que nos dará muito em que pensar - a sobrepopulação e a sua acção directa para o esgotamento dos recursos do planeta. Basicamente, o super-vilão da história irá defender que existem pessoas a mais no mundo e que é necessário tomar medidas drásticas (como quem diz, fazer uma razia à população) para que o planeta, agora doente, se possa curar e renovar. Não querendo divagar muito sobre o assunto, tudo o que nos é apresentado, sabendo de antemão que é real e baseado em estudos da OMS, dá mesmo que pensar e acabamos por temer pelo futuro dos nossos filhos e netos.

Quanto à trama em si e ao desenrolar de todas as acções, é Dan Brown no seu melhor, do início ao fim. Capítulos curtos, saltando entre Langdon e as outras personagens, que criam a teia de suspense tão característica do autor. Nada é o que parece e, tendo em conta que, desta vez, Langdon não tem qualquer memória dos seus últimos dias, logo não faz ideia de como foi parar a um hospital em Florença, Itália, a história parece-nos quase como um jogo de smoke and mirrors.

Gosto imenso deste autor devido à sua capacidade fantástica de criar enredos que nos prendem, do suspense e perigos eminentes até ao final, do contraste histórico e moderno e a junção dos dois, das descrições mais detalhadas dos locais e edifícios (ponto que aborrece tanta gente). Nem mesmo aqueles pormenores flagrantes (o afamado professor universitário sempre com a mesma roupa, a facilidade com que descortina todos os códigos e mensagens subliminares mesmo em situações de grande stress, a sua capacidade de sempre conseguir escapar ao mais cruel dos assassinos ou das situações mais desesperantes, a companhia da jovem inteligente e jeitosa, etc.) me chateiam. Gosto e pronto.

Quem, como eu, gosta de Dan Brown e pronto, tem em Inferno um óptimo exemplar onde nada, daquilo que o autor nos habituou, falha.
E os últimos capítulos... Ai, os últimos capítulos! Que nerves pah!

Enfim, gostei imenso e já estou à espera da próxima aventura. Ainda faltará muito?

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