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11 de abril de 2015

Opinião - "A Bruxa de Oz", de Gregory Maguire

A Bruxa de Oz
de Gregory Maguire

Edição: 2006
Páginas: 492
Editor: Casa das Letras
ISBN: 9789724616834
Trilogia: The Wicked Years # 1
Categoria: Ficção, Romance, Fantasia



Sinopse

Um dos melhores romances de fantasia de sempre. Para guardar na estante entre a Alice no País das Maravilhas e O Senhor dos Anéis.

Quando Dorothy triunfou sobre a Bruxa Má do Oeste no clássico O Feiticeiro de Oz, de L. Frank Baum, apenas conhecemos a sua versão da história. Mas, afinal, quem era esta misteriosa Bruxa? De onde veio? Como se tornou tão malvada? E qual é, então, a natureza do mal? 
A Bruxa de Oz conta a história de Elphaba, uma menina de pele verde, insegura, rejeitada tanto pela mãe como pelo pai, um pastor reaccionário. Na escola ela também é desprezada pela sua colega de quarto Glinda, a Fada Boa do Norte, que só quer saber de coisas fúteis: dinheiro, roupas, jóias. Neste contexto, ela descobre que vive num regime opressor, corrupto e responsável pela ruína económica do povo. Elphaba decide, então, lutar contra este poder totalitário, tornando-se na Bruxa Má do Oeste, uma criatura inteligente, susceptível e incompreendida que desafia todas as noções preconcebidas sobre a natureza do bem e do mal. 
Gregory Maguire cria um mundo de fantasia tão fértil e vívido que Oz nunca mais será o mesmo.

Mais de 2 milhões de exemplares vendidos nos EUA. Mais de um ano no top do New York Times.
Este livro é o primeiro de uma trilogia (The Wicked Years), que nos mostra Oz como nunca imaginaríamos ser possível! Através dos olhos de personagens chave vemos toda uma sociedade em ebulição. Esta trilogia é composta pel' A Bruxa de Oz (#1), O Herdeiro de Oz (#2) e O Leão de Oz (#3).

Gregory Maguire conseguiu juntar numa única história criaturas fantásticas, política (bem actual!), mistério, crime, comédia, romance, traição, perdão, idealismos, convicções, sexualidade (etc.), tudo numa coesão que, à primeira vista, pensaríamos impossível.

Encontramos uma ligação bem estruturada mas sem clichés vindos do original Feiticeiro de Oz, sem cair no ridículo e com uma descrição tão bem feita que, quase, podia tornar Oz e os seus habitantes reais. Estarei a exagerar? Nem um pouco! Até com animais falantes, seres com marcas tribais de nascença, Munchkins e a bruxa verde que não pode tocar em água como personagens, todo o enredo é verosímil.

Todos nós conhecemos a história de Dorothy e do seu cãozinho Toto que se vêem no meio de um tornado que os leva até a uma terra desconhecida onde encontram um espantalho, um homem de lata e um leão e que, juntos, rumam até à cidade Esmeralda intendendo pedir ajuda ao Feiticeiro. Entre as várias peripécias que encontram pelo caminho, vemos Dorothy a derrotar Elphaba, a Bruxa Má do Oeste. A Bruxa de Oz vai-nos contar sobre outros tempos, e noutro ponto de vista, a história de Elphaba, desde o seu nascimento e a sua infância atribulada, à sua educação e experiências de vida até se tornar, inevitavelmente e sem culpa, na Bruxa Má do Oeste e à sua morte.

O autor leva-nos numa viagem por Oz, apresentando-nos o seu povo e as suas diferenças territoriais e culturais, as suas histórias, as suas revoltas e ambições, tudo pelos olhos de Elphaba, uma rapariga que apenas teve o azar de nascer verde e ter opiniões numa terra tacanha de superstições e incompreensão, fortemente controlada e censurada por parte do seu governo.

No mínimo original. No máximo, surpreendente. Não estamos preparados para o que vamos ler, isso vos garanto. Sem dúvida, um dos meus livros favoritos!

4 comentários:

  1. Olá!
    Obrigada pelo teu comentário. Soube bem lê-lo ^^
    Eu sou muito inconstante na leitura, sim, e não pretendo mudar isso. Porque ler por ler não é comigo. Gosto de saborear o que leio.
    Por exemplo, acabei o "Mas para vocês, o que é o amor?" no Sábado à noite, e só ontem ganhei vontade para começar de novo a ler outro "Alguém para amar". Que acabei por ler meia dúzia de páginas e ir dormir, que já não aguentava mais.
    Eu sou assim. Ainda por cima, aqui na universidade, divido quarto, e nem sempre dá jeito estar a ler à noite, a incomodar a minha colega. E a cama é super desconfortável para estar lá sentada a ler. E só me sabe bem ler na caminha.
    E sim, ser livrónico dá cabo da nossa carteira ahah por isso é que aproveito muito as promoções (principalmente da WOOK) e compro muitos em segunda mão. Daí ter muitos livros guardados ainda por ler, e dizer que tanto posso estar a ler um livro recente, como um livro antigo, como um livro que nunca ninguém ouviu falar. :)

    Boa sorte para o teu blogue! Já faz parte das minhas leituras ;)

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  2. Ah! Já agora, que estás a achar do livro que estás a ler? Já tive várias vezes com ele na mão e fiquei curiosa... Vale a pena?

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  3. Olá, Olá! :) Estou a gostar bastante desse livro. No fundo é uma compilação de lendas, histórias e crendices populares dos quatro cantos de Portugal, que nos aguça a curiosidade. Talvez, por isso, acho que a autora peca um pouco em certas histórias por não as aprofundar tanto como outras (mas também se o fizesse, sairia um calhamaço!). Mas se és uma curiosa, como eu, sobre estes temas, vale a pena ;)

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