"Life feels like a midnight ride..." - SOAD

1 de fevereiro de 2015

Opinião - "A Rapariga que Roubava Livros", de Markus Zusak

A Rapariga que Roubava Livros
de Markus Zusak
Edição: 2012
Páginas: 463
Editor: Editorial Presença
ISBN: 9789722339070
Colecção: Grandes Narrativas # 385
Categoria: Ficção


Sinopse:

Quando a morte nos conta uma história temos todo o interesse em escutá-la. Assumindo o papel de narrador em A Rapariga Que Roubava Livros, vamos ao seu encontro na Alemanha, por ocasião da segunda guerra mundial, onde ela tem uma função muito activa na recolha de almas vítimas do conflito. E é por esta altura que se cruza pela segunda vez com Liesel, uma menina de nove anos de idade, entregue para adopção, que já tinha passado pelos olhos da morte no funeral do seu pequeno irmão. Foi aí que Liesel roubou o seu primeiro livro, o primeiro de muitos pelos quais se apaixonará e que a ajudarão a superar as dificuldades da vida, dando um sentido à sua existência. Quando o roubou, ainda não sabia ler, será com a ajuda do seu pai, um perfeito intérprete de acordeão que passará a saber percorrer o caminho das letras, exorcizando fantasmas do passado. Ao longo dos anos, Liesel continuará a dedicar-se à prática de roubar livros e a encontrar-se com a morte, que irá sempre utilizar um registo pouco sentimental embora humano e poético, atraindo a atenção de quem a lê para cada frase, cada sentido, cada palavra. Um livro soberbo que prima pela originalidade e que nos devolve um outro olhar sobre os dias da guerra no coração da Alemanha e acima de tudo pelo amor à literatura.



O que dizer sobre este livro? Simplesmente um dos melhores que li nos últimos anos! Escrito de uma forma levemente a roçar o "conto de fadas" mas que nos faz ser capazes de visualizar imagens tão nítidas e profundas, tão cruéis e devastadoras, tão doces e humanas. Quando o começamos a ler não nos apercebemos da grandiosidade de emoções a que seremos confrontados. Mostra-nos uma nova perspectiva sobre os acontecimentos terríveis passados durante a II Guerra Mundial, não só por a própria narradora ser a Morte, mas pela história pessoal da menina alemã que roubava livros e que neles encontrava, e dava, conforto.
"Ah e tal, já vi o filme". Meus amigos, não há comparação possível! Sei que sou suspeita neste assunto porque, na grande maioria das vezes, odeio os filmes após ter lido os livros e este não foi excepção. Mas, neste caso específico, posso garantir-vos que o filme não é capaz de reproduzir nem metade da emoção contida no livro. Há sempre partes que são cortadas, os actores podem não mostrar tão bem um ou outro traço de personalidade importante, as acções são mais lineares e mais rápidas, há uma panóplia de razões para o filme não me ter convencido.

Resumindo, um livro fantástico que nos agarra e nos faz suster a respiração ao longo das suas páginas. Entrou para a minha lista de preferidos e recomendo vivamente!


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