"Life feels like a midnight ride..." - SOAD

15 de novembro de 2007

I-L-U-S-Ã-O

É tão bom quando vivemos na verdadeira utopia do pensar e do agir. Basta um gesto ou uma palavra de outrém, que criamos logo imagens efémeras na nossa mente...
Frame a frame, imaginamos uma história bonita para a nossa vida... imaginamos-a com tanta frequência e fervor, que passa a ser real. Na nossa mente a história é real! Na realidade, não passa tudo de equívocos, de situações abstractas a que damos o significado que nos convém...
Mas estamos tão agarrados à nossa utopia, que nos custa abrir os olhos e ver o que nos rodeia... não apenas olhar, mas VER realmente!
Mas estupidamente, o pior é quando o fazemos! Tudo o que foi idealizado com tanta perfeição...se desmorona! E apesar de sabermos bem que nada era real, dói... dói tanto ou mais como se perdessemos tudo realmente. Dói tanto que até nos achamos estupidos por o sentirmos.
Então, frame a frame é apagado e voltamos à cruel realidade...
É estranho, não é?
Mais estranho ainda é que o voltaremos a fazer, sem darmos conta...
A vida tem destas coisas!
Enfim...

20 de outubro de 2007

A lua chamou por mim esta noite.

Nostalgia dos tempos que já vivi,
anseio por aquilo que me espera.
A imagem que hoje vislumbro da minha janela
parece-me diferente
e, no entanto, é tão igual ao que sempre vi.
A minha percepção do mundo mudou
mas mantenho os meus ideais...

Sou diferente, sempre o fui.
Mas começo a sentir-me tão igual.
Deixo-me ser moldada pelo mundo
apenas para poder sobreviver.
Por fora sou como tantos outros,
por dentro, em segredo, sou como sou...sou eu!

I'm not dead yet!

Balelas de uma sociedade que só nos aceita se formos seus pares! Mudem-me a roupa e o cabelo que a minha mente será sempre livre!

15 de julho de 2007

Vou fugir
Não vou voltar atrás
Não posso olhar para trás
Não te quero mais
Como te desejo
Quão louca é a saudade de ti
Os dias são cinzentos agora
Mas Não volto
Não quero voltar
Não posso para trás olhar
Estás longe
E eu tão perto
Mas fica longe
Que não te quero tocar
Não te posso tocar
Sai da minha alma
Arranca-te de mim
Não te quero mais
Não voltas a ser o que foste para mim
Saudade...
Adeus Amor!

Carpe Diem ou algo do género...

Ontem fui feliz.
O céu era azul e o sol brilhava,
vi a beleza do mundo
desenrolar-se perante mim.
Voei bem alto, toquei as nuvens,
senti o aroma do mundo.
Abri meu coração e amei!

Hoje Chorei.
Fugiu-me das mãos a alegria,
deixei escapar o belo,
refugio-me no horrendo.

O meu anjo tornou-se o meu demónio!
Esqueci-me do azul,
a minha vida é noite agora...

Não me quero recordar!
Doces tempos os que já vivi.
Volta minha loucura esquecida
que já te mereço de volta!
Dá-me a mão
e acompanha-me para sempre...

Loucura de vida!

23 de maio de 2007

A ti para que não penses que o dedico a outra...

A ti...
Juntas, unidas.
A nossa infância,
rejubilo da memória,
lembrança tão pura e tão bela,
Oh, como lamento já a ter passado!
Juntas crescemos,
e por tanto passámos.
Tanta dor, tanta mágoa,
tanto riso e tanto sol na face.
Um mundo novo, tão vasto,
num esticar de dedos!
A mente perdida
e tão lúcida!
Rir e rir,
a luz da lua nos nossos olhos,
unidas, sempre para o bom e para o pior!
E ontem,
sem um único aviso,
sem por algo semelhante esperar,
largaste a tua mão da minha!
E hoje continuo assim,
sem te ver...
Estico os meus braços
no vazio da vida
e não te consigo tocar, não te encontro!
Minha amiga, porque partiste?
Hoje foi um dia tão importante para mim
e tu não estiveste presente
para juntas o comemorar,
como sempre o fizemos.
Sinto tanto a tua falta minha amiga!
Recordo-me tantas e tantas vezes
dos tempos que passámos
sempre e sempre
Unidas!
Pergunto-me, ao escrever estas palavras,
será que pensas, que sentes o mesmo que eu?
Será que tantos e tantos anos,
uma vida de amizade,
será que esqueceste tudo?
E amanhã?
O que nos espera o amanhã?
Voltarei a ver-te? Voltaremos a falar?
Amanhã,
no meu leito de morte,
sentirei uma última vez,
a tua mão apertar a minha...
E assim te digo
Até um dia
Minha amiga, minha irmã!
Até um dia!

30 de abril de 2007

Éden

Toca-me amor!
Lentamente percorre o meu corpo,
suavemente crispa todo o meu ser...
Os teus dedos entranham meu cabelo enrolado,
tocam-me os ombros desnudados...
Arrepio!
Estremeço!
Sinto-te dentro de mim,
saio de mim!
Abraças-me como nunca ninguém me abraçou,
sentes-me como nunca ninguém me sentiu,
vês-me como nunca ninguém me viu...
O teu corpo colado ao meu,
o meu Éden terrestre,
a minha Alma!...
Levito e saio de mim!
Grito, acordo e volto à terra!

11 de abril de 2007

16 de fevereiro de 2007

'O meu desejo'




Vejo-te só a ti no azul dos céus,
Olhando a nuvem de oiro que flutua...
Ó minha perfeição que criou Deus
E que num dia lindo me fez sua!

Nos vultos que diviso pela rua,
Que cruzam os seus passos com os meus...
Minha boca tem fome só da tua!
Meus olhos têm sede só dos teus!

Sombra da tua sombra, doce e calma,
Sou a grande quimera da tua alma
E, sem viver, ando a viver contigo...

Deixa-me andar assim no teu caminho
Por toda a vida, Amor, devagarinho,
Até a Morte me levar consigo...

Florbela Espanca

6 de fevereiro de 2007

Addicted

Monotonia.
Cansada de esperar,
cansada de ver os mesmos rostos,
os mesmos corpos, as mesmas histórias...
Vagueei sozinha,
nada esperando encontrar.
Hoje... Que banalidade!
"I wish upon a star..."
Olho-me ao espelho
mas não me vejo...
Que rosto é este que não conheço?
Que olhos são estes que me fitam
fixamente e sem rodeios?
Toco-te suavemente...
Será real o que vejo?
Estremeço, minha pele arrepiada...
Distante e tão perto...
Vejo-te através deste vidro
e através dele te sinto!
Perdi a noção do tempo,
as horas continuam a passar...
Por favor tempo, não sejas tão cruel!
Não passes tão rápido!
Deixa-me olhar só mais uma vez,
deixa-me tocar só mais uma vez
este vidro que nos separa!
Só mais esta vez!
Que vício macabro este!
=)

30 de janeiro de 2007

'(Somewhere) Over The Rainbow'

Somewhere over the rainbow
Way up high,
There's a land that
I heard of
Once in a lullaby.

Somewhere over the rainbow
Skies are blue,
And the dreams that you dare to dream
Really do come true.

Someday I'll wish upon a star
And wake up where the clouds are far
Behind me.
Where troubles melt like lemon drops
Away above the chimney tops
That's where you'll find me.

Somewhere over the rainbow
Bluebirds fly.
Birds fly over the rainbow.
Why then, oh why can't I?

If happy little bluebirds fly
Beyond the rainbow
Why, oh why can't I?
in "The Wizard of Oz"

11 de janeiro de 2007

Revolução

O povo saiu à rua!
Lutam, gritam, clamam por direitos,
mas são gritos mudos
a que ninguém se dá ao trabalho
de prestar atenção...
Homens!
Unam as vossas foices e os martelos,
icem a bandeira rubra
do vosso sangue, suor e lágrimas,
pois juntos venceremos!
Oiçam-nos agora
grandes senhores de fato.
Olhem para nós!
O povo ostracizado
clama PAZ!
Somos seres humanos
mas não temos direitos,
calam-nos a voz
por sermos pequenos.

Palavras de ordem
pairam no ar...
Sem ninguém notar.

O povo saiu à rua,
e marchando à capital
gritaremos em uníssono,
seremos ouvidos!
Pois unidos venceremos!

Revolta-te, pela tua vida!

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