"Life feels like a midnight ride..." - SOAD

19 de dezembro de 2006

Quem és tu?
Quem sou eu?
Tu és tu
e eu sou eu!
Ou serei eu tu
e tu eu?
Somos duas pessoas,
ou somos apenas uma?
Seremos dois corações,
ou um coração dividido?
Somos dois,
mas tornámo-nos um
num dia esquecido...

Eu sou a loucura,
tu és a doçura!
Eu sou a tristeza,
tu és a alegria!
Tu és a minha vida
depois a minha morte,
ou será o destino
que me deu esta sorte?

A vida é bela! =)
Recordas-te Mano Buda? "À antiga!"

17 de novembro de 2006

Alone I Break

Sinto-me só...
Rodeada por uma multidão
de mentes vazias,
de almas perdidas,
de corpos cansados
e olhares vidrados.
E eis-me aqui tão só...

Estou sozinha no mundo...
Meu corpo tenta ceder,
meu coração gelado,
minha mente me esqueceu...
Caí na monotonia da vida
onde me movimento mecanicamente
onde tento não falar,
Apenas para ser mais uma,
mais uma entre a multidão!

31 de outubro de 2006

Distante

Fogo, quente fogo,
Me aquece meu frio coração...
Nesta cadeira fria
Encosto o meu corpo morto
Sem um único suspiro,
Sem um único olhar.

Observo esta parede
E fico absorta com a sua palidez,
Tão triste e fria
Como a minha própria alma!
A nudez das tuas palavras
Que como espadas me espeta
E me desalma...

Sinto-me distante...
Fecho os olhos
e a pálida parede desaparece
dentro de uma escuridão
imensa e vã...
Este silêncio cortante não cede...
Perdão... Cede sim!
Oiço a tua voz
mas não te vejo,
volto a abrir os olhos
e continuo a não te ver.

Estás longe,
friamente longe.
E eu aqui, junto a esta lareira...
A madeira é consumida,
as chamas crescem,
mas nem assim as minhas faces aquecem,
nem tão pouco esta sensação
de estar morta
e de continuar a respirar...

Volto a fechar os olhos,
volto a ouvir o som da tua voz.
Sinto as tuas mãos tocarem-me;
Estremeço...
Vejo o teu rosto sorrir-me;
Finalmente aqueço...
Também eu sorrio;
E sem querer adormeço...

23 de outubro de 2006

'Adormecido'

No cenário da tua vida
aclamas noites alucinantes
de gentes estonteantes
que são tanto como tu
No teatro do teu olhar
há quem note que a coragem
não passa de uma miragem
com preguiça de gritar
No repetir do teu mostrar
inventaste uma história
que em ti não há memória
porque sabes que não é tua...
Houve alguém que te conheceu
Que te faz tremer ao passar
porque nunca a deixaste de amar...
Continuas a ensaiar
a conveniência do sorriso
o planear do improviso
que te faz sentir maior
no artifício dos teus gestos
pensas abraçar o mundo
quando nem por um segundo
te abraças a ti mesmo
e assim vais vivendo
e assim vais andando aí
e assim vais perdendo em ti
tudo aquilo que nunca foste...
Houve alguém que te conheceu
Que te faz tremer ao passar
porque nunca a deixas-te de amar
Quando um dia acordares
numa noite sem mentira
e te vires onde não estás
vais querer voltar para trás.

Toranja

19 de outubro de 2006

És um sonho que passou,
Uma leve brisa,
Uma onda que a areia beijou...

Um leve sussurro do mar,
Uma falésia pintada pelo vento,
Um desconcerto de vida
Que por não ser vivida
Se torna um tormento...

A loucura de um beijo salgado
Entre um céu cinzento
E uma fina areia negra,
Negra como uma vida
Que por não ser vivida
Se torna um tormento...

E caio no sono,
De onde não quero acordar...
Tu és um sonho!
Embalada nesta maresia
Quero contigo sonhar...

10 de outubro de 2006

Saudade

Saudades?... O que significa afinal?
É dor, é tristeza, é alento,
É chama que queima por dentro
Sem saber o quanto nos faz mal...

E ataca-nos como um animal,
Mais rápido que o próprio vento,
Mostrando que o futuro é incerto
E não lógico como a cardeal!

É ter fome e sede de carinhos,
É vontade de bem alto gritar
Ao Mundo, que uma rosa tem espinhos!

É ter a água e querer o ar,
É querer o mar e ter caminhos,
É ser alado sem poder voar...

23 de setembro de 2006

'Vaidade'

Sonho que sou a poetisa eleita,
Aquela que diz tudo e tudo sabe,
Que tem a inspiração pura e perfeita,
Que reúne num verso a imensidade!

Sonho que um verso meu tem claridade
Para encher todo o mundo! E que deleita
Mesmo aqueles que morrem de saudade!
Mesmo os de alma profunda e insatisfeita!

Sonho que sou alguém cá neste mundo...
Aquela de saber vasto e profundo,
Aos pés de quem a terra anda curvada!

E quando mais no céu eu vou sonhando,
E quando mais no alto ando voando,
Acordo do meu sonho...E não sou nada!...

Florbela Espanca

I Can See You

Consigo ver-te...
Por entre palavras amenas
consigo imaginar-te...
Por entre sonhos de horror
consigo chamar-te...
Por entre milhares de homens
consigo tocar-te...

Mas saudosamente
não te vejo...
Mas estranhamente
não te imagino...
Mas loucamente
não te chamo...
Mas cruelmente
não te toco...
E não te sinto...

Até um dia
meu amor de olhos quentes,
meu amor de voz rouca e doce,
meu amor de braços fortes e meigos...
Consigo ver-te!
Até um dia...

17 de setembro de 2006

Espelho

Olha-te ao espelho
e diz-me o que vês.
O reflexo de uma mentira
ou o que realmente és?
Vejo a imagem de alguém,
algo distorcido,
o nevoeiro indistinto,
o sentir esquecido
de algo que não aconteceu...

Será real o que vês?
Ah! O remorso, a dor
de quem tu crês...
Quem és tu que me olhas,
que me fitas do outro lado do espelho?

A pressão a que me sujeitas
imagem num vidro velho...
Não te quero ver mais!
Não te olho...
Parto o espelho.

2 de setembro de 2006

'Saudade'

"Um dia a maioria de nós irá separar-se.

Sentiremos saudades de todas as conversas jogadas fora,
das descobertas que fizemos,
dos sonhos que tivemos,
dos tantos risos e momentos que
partilhamos.

Saudades até dos momentos de lágrimas,
da angústia,
das vésperas dos finais de semana,
dos finais de ano, enfim...
do companheirismo vivido.

Sempre pensei que as amizades continuassem
para sempre.
Hoje não tenho mais tanta certeza disso.

Em breve cada um vai para seu lado, seja pelo
destino ou por algum
desentendimento, segue a sua vida.
Talvez continuemos a nos encontrar, quem sabe...
nas cartas que trocaremos.

Podemos falar ao telefone e dizer algumas
tolices...
Aí, os dias vão passar, meses...anos...
até este contacto se tornar cada
vez
mais raro.
Vamo-nos perder no tempo...

Um dia os nossos filhos verão as nossas fotografias
e perguntarão:
"Quem são aquelas pessoas?

"Diremos...que eram nossos amigos e...
isso vai doer tanto!
-"Foram meus amigos, foi com eles que vivi
tantos bons anos da minha vida!"

A saudade vai apertar bem dentro do peito.
Vai dar vontade de ligar, ouvir aquelas vozes
novamente...

Quando o nosso grupo estiver incompleto...
reunir-nos-emos para um último adeus de um
amigo.

E, entre lágrima abraçar-nos-emos.
Então faremos promessas de nos encontrar
mais vezes daquele dia em diante.
Por fim, cada um vai para o seu lado para
continuar a viver a sua vida, isolada do passado.

E perder-nos-emos no tempo...
Por isso, fica aqui um pedido deste humilde amigo:
não deixes que a vida
passe em branco, e que pequenas
adversidades sejam a causa de grandes
tempestades...

Eu poderia suportar, embora não sem dor,
que tivessem morrido todos os meus amores,
mas enlouqueceria se morressem
todos os meus amigos!"

Fernando Pessoa

A todos vocês meus bons amigos...=)

23 de agosto de 2006

Angelical Tortura

Que anjo és tu?
Que me queima o rosto
por malícia e por gosto,
com teus lábios vermelho cru?

A tua beleza a nú,
e teus olhos um posto
pecador de ternura, e composto
por um fogo de Berzebu.

Teu corpo uma malícia
que me seduz; inocentes
teus lábios uma delicia.

Meus olhos não crentes
em sua angelical perícia...
Quem és tu, anjo de lábios quentes?

Algo mais...

Mais um dia que passou... mais um dia que não faz sentido para ninguém... mais um dia na nossa vida... mais um trambolhão que sem querer todos demos sem sequer reparar... mais uma gota que caiu do céu e mais uma vez o sol brilhou... mais um dia, um café e um cigarro... mais uma nota de música que entrou e saiu sem pedir licença... mais um sorriso... mais uma lágrima rolando na face... mais uma aragem suave que tocou o corpo... mais um furacão que passou... mais uma vida... mais uma morte... mais uma ganza... mais um copo de uma bebida qualquer... mais uma palavra e uma conversa... mais um sonho... mais uma desventura... mais uma zanga... mais uma tristeza... mais uma alegria... mais uma vida... e o que é uma vida? Algo que não serve para nada, é algo que temos para poder morrer... mais um Beirão... mais um sorriso... mais uma bebedeira... mais uma juventude que passou e não se sentiu... a juventude... a maldição por onde todos passamos e não queremos lembrar... a alegria que lembramos e não podemos lembrar... mais uma viagem e uma descoberta... mais uma religião... mais uma onda no mar e uma prancha na areia... mais um dia que passa... mais uma noite... mais outra noite... mais uma loucura... uma dança, uma bebida, uma droga qualquer, uma loucura... a vida... um pensamento... amor...ódio... amar e odiar, o mesmo sentimento dividido em dois... um abraço e um beijo doce... mais uma caricia... mais uma mensagem perdida por caminhos nunca antes desbravados... mais uma estrela que caiu... mais um dia onde o sol brilha... mais uma vida... hoje foi apenas mais um dia que passou...

21 de agosto de 2006

'Say the Same'

We've walked together down this winding road,
In search of something true. Together we grew.
But now our journey has come to an end,
And it's on to something new. For me and you.

So goodbye, my friend.
Until we meet again,
Some other day.
I know so much will change.
But looking back I can say,
I wouldn't change a day. I hope you can say,
I hope you can say
The same.

So many memories, we got to make,
The challenges we met. I'll never forget.

'cause those lessons made us who we are today,
Now we're taking the next step. Without a regret.
No regret.

So goodbye, my friend.
Until we meet again,
Some other day.
I know so much will change.
But looking back I can say,
I wouldn't change a day.
I hope you can say, I hope you can say
I hope you can say,
The same.

Hold on to you, Hold on to you
'til I get to the end. I would do it again! Do it again!

So goodbye, my friend.
Until we meet again,
Some other day.
I know so much will change.
But looking back I can say, I wouldn't change a day.
I hope you can say, I hope you can say I hope you can say,

That you understand,
The only life we have,
Is here and now,
Not up in the clouds.
With every breath we can say,
It is a brand new day.
I know I can say, I know I can say!
I know I can say, The same!

Hoobastank

12 de agosto de 2006

Only words...

Aqui me encontro... Na vastidão deste dia aqui estou... Sinto o sangue palpitar-me nas veias, percorre todo o meu corpo. Sim, estou viva! Mas por quanto tempo? Palavras. Meras palavras vagueiam na minha mente. Quando irei, finalmente, ter coragem de as proferir? Um dia, sim, talvez... Encontro o que perdi. Mas foi mesmo isso que desejei? Banalidades materialistas? Hah... Jamais!! Sempre desejei o que não poderia ter... Paz... Sim! Anseio paz... Clarividência... Desejo o mundo!
E aqui me encontro... Sinto o vento tocar-me ao de leve a pele desnudada e penso no que virá... Penso no amanhã, pois o hoje não é o depois nem o agora...
E assim me encontro...

6 de agosto de 2006

My Angel

Perguntei um dia a um anjo,
esse belo alado arcanjo,
se conhecia meu amado.
O anjo olhou-me espantado
e disse-me, sussurrando:
"Conheço teu amado, senhor do teu coração,
é ele meu irmão e anda por aqui voando..."

Não acreditando sorri;
"Meu amado não anda por aqui!
Ele longe anda,
perto do mar, numa demanda,
e também é ele mortal como eu.
Estás enganado anjo,
ele não veio do céu!"

E o anjo me respondeu com doçura,
que o que ele dizia não era loucura!
"É verdade o que te digo,
e sabes que sou teu amigo
para te poder mentir!
Ele é um anjo, um anjo como eu!"
E ao isto dizer, partiu a sorrir.

Suas palavras perdidas
não ficaram esquecidas
no meu pensamento.
Até que num dia sem vento,
e que as saudades já batiam,
meu amado vejo a voar
dizendo que os anjos não mentiam!

2 de agosto de 2006

'Canção da Paciência'

Muitos sóis e luas irão nascer
Mais ondas na praia rebentar
Já não tem sentido ter ou não ter
Vivo com o meu ódio a mendigar

Tenho muitos anos para sofrer
Mais do que uma vida para andar
Beba o fel amargo até morrer
Já não tenho pena sei esperar

A cobiça é fraca melhor dizer
A vida não presta para sonhar
Minha luz dos olhos que eu vi nascer
Num dia tão breve a clarear

As águas do rio são de correr
Cada vez mais perto sem parar
Sou como o morcego vejo sem ver
Sou como o sossego sei esperar

Zeca Afonso

31 de julho de 2006

Estou...e sou!

Olhando o mar
sinto o sol queimar-me
a pele já morena...
Sinto a fina areia miúda
bem debaixo dos meus pés...
Hoje creio na vida,
sinto-me imensa, cheia,
rebolando e sorrindo
como esse mar dourado...
A noite tarda a chegar,
e ela mais uma vez me traz
a minha tão ansiada paz!

Abro os braços vazios,
abraço o mundo inteiro
e sinto-me então plena...
Inspiro a maresia,
sinto leves gotas
tocarem-me a face...
Encho-me de tudo,
e sou feliz!

26 de junho de 2006

Mentiras

Pergunto-me,
vezes e vezes sem conta,
como algo tão puro,
algo tão belo e profundo,
tão sincero e tão forte,
se dissipou como fumo...

Beijos ardentes,
corpos que se tocam,
promessas que se trocam...
Olhos que se vêem,
segredos que se escutam,
tanto e tanto que não dei...

Ah...já não contenho o riso!
Puros enganos, puras fantasias
por onde eu andei...
Tudo se perdeu assim?
Como? Se nada foi ganho...
Fui esquecida e não mais lembrada
para agora me encontrar em mim!

23 de junho de 2006

Estou...

Silêncio,
Pesa-me as palavras...
Sinto-me inquieta
nesta monotonia...
Acendo mais um cigarro,
inspiro a aura que me rodeia,
fumo a vida que por mim passa...

Consciência: paz,
finalmente estou em paz!
Estou segura do que sou,
sinto a segurança do que quero...
Sonho e vivo
porque o sonho comanda a vida...

Tenho paz,
Sou livre,
Sou eu finalmente!
E por fim a calma...

18 de junho de 2006

Adeus

Fui eu alguém para ti?
Fui eu o teu pensamento,
as tuas noites sem sono,
a tua doce lembrança?
Fui eu o teu poema,
a tua mais bela loucura,
a tua vida?

Como fui cega, hoje o sei!
Como acreditei,
tão cegamente,
em tais palavras doces?
Palavras leva-as o vento,
foi isto que contigo aprendi...

Lembro o que não quero recordar,
penso no que odeio pensar...
Quero-te fora de mim,
quero a minha mente livre!
Agora sim já o sei;
Agora a minha liberdade sou eu,
e não tu, Nunca mais!

Adeus...

14 de junho de 2006

Meu Amigo

Meu Amigo,
para ti escrevo estas linhas,
para ti que sempre me apoiaste!
Nós juntos rimos e chorámos,
por entre magoadas batalhas lutámos,
no meio de loucuras sorrimos,
e até de madrugada falámos...
É para ti meu amigo
estas simples palavras...
Tu que me deste a mão quando caí,
tu que parvoíces disseste e eu sorri,
tu que me obrigaste a reagir,
tu que para mim olhaste quando o resto do mundo adormeceu,
tu a quem não consigo fingir...
É para ti, meu Amigo
um cantinho especial em mim!
É para ti
o meu mais sincero obrigada!

=) Dedicado

A minha História de Encantar

Nos meus sonhos
é assim que o vejo:
Forte, puro, alado,
cavalgando um cavalo alvo,
vindo de inenarráveis demandas...

Une as suas mãos às minhas,
estremeço...
Olha-me tocando-me a alma,
sabe todos os meus segredos,
sabe todos os meus medos...

E num longo momento,
ainda que vago pareça,
fundem-se os nossos lábios!
Num êxtase de emoção
suga-me a alma...
Meu coração por ele bate,
por esse anjo mortal
que vagueia perdido na Terra...

Fecho o livro...
Estou novamente só!
Bela história a que li...
Bela história a que em tempos vivi...

10 de junho de 2006

Lúcida e louca...

Algo em mim me faz oscilar
entre a lucidez e a loucura...
Algo me puxa sem me mover...
Quero-te e não te chamo,
desejo-te e não te toco,
penso em ti...e não posso!

Estou lúcida e louca...
Sinto a noite tocar-me o rosto...
Com um suspiro, sem ressentimento
recordo-me do outrora.
Esgaço um leve sorriso,
fecho os olhos por momentos: Saudade!
E então acordo do meu pensamento,
acordo da minha lucidez
para esta louca realidade!

9 de junho de 2006

Momentos

Vejo-te passar na penumbra,
por entre o espesso nevoeiro
que cega a vista de quem passa...
Olho-te por momentos
até que te vejo desaparecer...
As memórias lembradas
de uma vida devassa,
passada a teu lado,
teimam em voltar.

Renuncio à beleza,
renuncio à minha felicidade por ti!
Tu que voas sem asas,
tu que crês na vida,
tu que amas o mundo!
E eu...Eu?
Nada sou por ti...

8 de junho de 2006

Um simples pensamento...

O mundo é o cemitério da alma!
A vida é algo que ninguém quer perder
sem saberem que já a perderam...
Sonhos vagueiam perdidos,
almas anseiam paz...
Corpos caem hirtos sobre o chão...
Porque não desejar a morte?
Algo tão belo e sereno,
sono tão profundo e tão calmo...
Receio da morte?
Para quê?
Se vivemos à beira do abismo...

'Tão perto e tão longe'

Por aqui fico, no teu olhar
Perco força sem resistir e sem mudar
Por aqui fico 
O tempo pára mas logo foge 
Estás tão perto e tão longe 
Se me visses o gesto não chega 
Não, não chega

Não me vês não me ouves se ao menos sonhasses
Não me vês não me ouves se ao menos sonhasses 

Por aqui fico 
Na tristeza caminho só
Sem pensar no que aprendi 
Por aqui fico
O tempo pára mas logo foge 
Estas tao perto e tao longe 
Se me ouvisses um grito nao chega
Óh! Nao chega

Não me vês não me ouves se ao menos sonhasses 
Não me vês não me ouves se ao menos sonhasses 

(...)

Hands On Approach

Esquecimento...

Penso em tudo e em nada...
Esse tudo que me destrói,
esse nada que por dentro me corrói...

Não tenho mais forças.
Minhas pernas cedem
e no chão caio...
Sinto-me sem força,
minha cabeça cede
e para o abismo descaio...

Peço um pouco de paz,
Meu coração cansado não pára...
Porque não páras de uma vez?
Porque continuas a bater?
Não faz sentido
Pois já não te sinto
e tu não me vês!

E assim estou...
Penso em tudo e em nada
e lentamente no abismo caio...

'Gritos Mudos'

Neons vazios num excesso de consumo
Derramam cores pelas pedras do passeio
A cidade passa por nós adormecida
Esgotam-se as drogas p'ra sarar a grande ferida

Gritos mudos chamando a atenção
P'ra vida que se joga sem nenhuma razão

E o coração aperta-se e o estômago sobe à boca
Aquecem-nos os ouvidos com uma canção rouca
E o perigo é grande e a tensão enorme
Afinam-se os nervos até que tudo acorde

Gritos mudos chamando a atenção
P'ra vida que se joga sem nenhuma razão

E a noite avança, e esgotam-se as forças
Secam como o vinho que enchia as taças
E pára-se o carro num baldio qualquer
E juntam-se as bocas até morrer

Gritos mudos chamando a atenção
P'ra vida que se joga com toda a razão

Tim, Xutos e Pontapés

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